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Genética x Aprendizagem
Publicado em: 16/04/2014

  Genética da Aprendizagem

Por que algumas crianças aprendem a ler com mais facilidade do que as outras? E por que algumas apresentam dificuldades no aprendizado, em diferentes áreas, mesmo tendo por vezes uma inteligência acima da média?

Em primeiro lugar, é necessário distinguir os diferentes "transtornos" que podem influenciar a aprendizagem, obviamente o retardo mental (deficiência inntelectual), em suas inúmeras causas cromossômicas, monogênicas, ambientais e multifatoriais, prejudica muito o aprendizado. No entanto, um transtorno de aprendizagem, só çpode ser diagnosticado na presença de "retardo mental" caso o desempenho do indivíduo na leitura, matemática ou expressão escrita, esteja substancialmente abaixo para o seu nível de inteligência. Além disso, muitos indivíduos com outros transtornos mentais comuns, também têm transtornos da aprendizagem.

Entre eles, merece destaque o - transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), não só pela prevalência elevada e fort associação com os transtornos da aprendizagem, mas também por ser um dostranstornos mentais com maior influência genética, com herbalidade de aproximadamente 0,80.

- Herdabilidade e transtornos da aprendizagem

A certeza de que ha um componente genético na aprendizagem, surgiu muito antes dos esudos voltados para o material genético propriamente dito, o DNA. Muitas informações puderam ser obtidas pelos métodos clássicos da pesquisa em genética humana, voltados para gêmeos, genealogias e adotados. As primeiras pesquisas verificaram que os transtornos da aprendizagem apresentam uma concentração familiar significativa. por exempl, irmão e pais de crianças com dislexia, apresentam um desempenho em testes de leitura "significamente inferior" ao de irmão e pais sem dislexia.

No entanto a reccorrência familiar não é capaz de comprovar, por si só, uma contribuição genética, essa recorr^ncia poderia ser também devida a fatores ambientais. Uma das melhores alternativas para avaliar os efeitos genéticos e do ambiente é estudar gêmeos idênticos (monozigóticos - apresentam 100% do material genético em comum) e fraternos (dizigóticos - compartilham 50% do material genético). Em linhas gerais, a premissa é de que, se houver uma semelhança maior entre os pares monozigóticos de que entre os dizigóticos, esta deve ser devida aos genes.

Ou seja, mede a proporção dos fatores que fazem a diferença de suscetibilidade entre as pessoas, que é atribuível aos genes.

Os resultados têm mostrado uma herdabilidade significativa para os transtornos da aprendizagem, embora os valores em diferentes pesquisas e habilidades específicas, variem bastante, desde 0,20 até 0,80. A variação restante pode ser atribuída - ao ambiente compartilhado pelos irmão - como por exemplo, o nível socioeconômico, ou - ao ambiente não-compartilhado, eventos de vida que ocorrem ao acaso em cada um dos irmãos.

Portanto, os estudos com gêmeos indicam que as variações individuais na aprendizagem - têm etiologia multifatorial - ou seja, resultam da ação conjunta de fatores genéticos e ambientais. Embora alguns estudos tenha sugerido um efeito de gene principal, com transmissão dominante - para o transtorno da leitura - a maior parte dos dados, sugere que cada um dos genes com influência no fenótipo, apresenta um efeito muito pequeno, dificílmene superior a 2% da variância. A ocorrência frequente de mais de um tipo de transtorno em pares de gêmeos, também sugere que os genes que influnciam a aprendizagem, têm um efeito bastante amplo, generalista. Sua influência não é restrita a uma ou outra habilidade específica. Ao contrário, os mesmos genes tendem a influenciar transtornos diferentes, como os da leitura ou da metemática.

- Gêmeos Adultos

Um estudo com gêmeos adultos (de meia-idade), obteve resultados muito interessantes sobre a capacidade de reconhecimento das palavras, os autores idntificaram uma herdailidade de - 0,45 - e o efeito dos ambientes compartlhados e não-compartilhados- em 0,28 e 0,27 - respectivamente. Foi constatado de que o nível de escolaridade dos pais, moderava a herdabilidade, que era de - ,21 - qiando os pais eram menos instruídos, e de - 0,69 - entre os mais instruídos. O efeito ambiente, mostrou-se nulo, nas famílias com maior grau de instrução.

A maior herdabilidade, se deveu justamente à redução dos fatores de variabilidade ambiental no grupo de escolaridade elevada. Esses resultados são coerentes com resultados de estudos prévios em outras características da aprendizagem, e mostram como a escolaridade dos pais, tem efeitos prolongados sobre a "perfomance dos filhos, influenciando o seu desempenho até a idade adulta.

Outro fator capaz de modificar os valores da herdabilidade no transtorno da leitura, é a inteligência. Maais especificamente, ela pode ser relevante ao apontar diferentes grupos de fatores determinentes do transtorno da leitura. Alguns estudos sugeriram que a herdabilidade do transtorno da leitura, seria maior nas crianças com QI mais elevado (acima de 100). Já no grupo de crianças com QI abaixo de 100, a herdabilidade, seria mais baixa, em função de uma maior variação nos fatores ambientais. (Autor: Claiton Henrique Dotto Bau)


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