Você Sabia?  

A maturidade cognitiva emocional das crianças e adolescente
Publicado em: 18/11/2014

Todos nós já estamos até cansados de saber que para que os pais e as mães ofereçam uma educação de qualidade aos seus filhos alguns elementos podem fazer a absoluta diferença, mas qual deles podemos citar como exemplo hoje?

Boas escolas, idiomas, leitura e vários outros estímulos são essenciais, não devem faltar, no entanto, mais importante é a qualidade do comprometimento nas pequenas situações, porque, mais do que passar várias horas ao lado das crianças, vale ouro cada curto minuto de conversa com qualidade. São os pequenos fragmentos de pouquíssimos minutos que permitem o estímulo da maturidade dos pensamentos e da expressão oral, independente da idade.

Ter fluência para falar e expressar-se com certa facilidade depende diretamente de uma relação proveniente das primeiras relações de aprendizagem afetiva. Ser mais tímido, mais reservado, pode significar insegurança, auto estima prejudicada, falta de confiança em si mesmo. Todos estes fatores são melhor desenvolvidos quando bem trabalhos com os pais, nas situações de adversidade do cotidiano. Ou seja, a consistência dos diálogos entre pais e filhos marca para sempre a vida dos futuros adultos. Pelo menos até cerca de dez ou doze anos é determinante a referência que somente os pais podem dar aos filhos em termos de maturidade cognitiva emocional. Esse é o diferencial para adquirir os tesouros para uma vida adulta cheia de determinação, auto estima e confiança.

A capacidade de boa desenvoltura humana, a ser utilizada na vida adulta, seja para relações familiares ou no trabalho, depende do quanto realmente houve dedicação comprometida com os detalhes da rotina durante os primeiros anos de vida das crianças e na adolescência também, pois é principalmente nestas fases que se adquire reserva cognitiva que futuramente poderá gerar inteligência emocional. Isso resulta em resiliência, e outras habilidades emocionais essenciais para a vida adulta. O que estou chamando de dedicação realmente comprometida? A esfera da influência que somente os pais exercem em termos psíquicos, essa influência é o comprometimento!


A maior parte dos casos de crianças e adolescentes com alto índice de irritabilidade com os amigos, ou com a inteligência emocional pouca desenvolvida, com choros constantes e quadros de temperamento de humor bastante instáveis, geralmente são acompanhados por históricos de vida com pouca participação dos pais nas situações desafiadoras dos conflitos que são comuns na rotina dos filhos. É um assunto delicado, mas quanto mais for tratado, mais poderá ajudar a melhorar as rotinas familiares. Não podemos esquecer que aqui não entram os casos de crianças ou adolescentes com transtornos ou distúrbios do desenvolvimento, pois seria outra abordagem. Estou tratando apenas de casos sem transtornos e distúrbios, mas que, infelizmente, por falta de comprometimento assíduo dos pais, nos momentos de dificuldade comportamental, levam à automatização de posturas inconvenientes, por pura falta de aprender modos saudáveis de se comportar.

A grande sabedoria é entender que a relação positiva entre pais e filhos, nos momentos de crise, tem grande impacto sobre o desenvolvimento psicológico dos filhos. Muitos dos adultos aqui citados neste post, os pais e as mães, passam vários anos de suas vidas tentando resolver ou minimizar problemas advindos do mundo inconsciente, originados nos diálogos mal estabelecidos da infância e da adolescência. É um eixo temático que pode ser difícil de ser aceito e compreendido, mas faz muito sentido quando é sistematicamente trabalhado.

Enfim, a qualidade do envolvimento com nossos filhos importa muito mais do que a qualidade de horas passadas com eles. Isso se refere tanto ao vínculo com os adolescentes, para resolver questões de nota escolar, amizades, horário noturno dos passeios, namoro, etc., como também está relacionado aos contextos dos vínculos com as crianças bem pequenas.

Como estão os diálogos com seus filhos nos momentos mais difíceis? Qual é a maturidade psíquica que seu filho está tendo a oportunidade de construir na sua presença rotineira?

Com carinho, Roberta. (créditos da imagem: sermaeetudo.com.br)


Contato
sheilapsicopedagoga@hotmail.com
Copyright © - 2011 - Todos os direitos reservados - Desenvolvido por Daniela Barbosa
Facebook Twitter