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CAPACIDADES VISUOESPACIAIS DOS DISLÉXICOS
Publicado em: 14/02/2016

 É comum a hipótese de uma baixa capacidade visuoespacial nos disléxicos. Mas será que dificuldades nestas habilidades (habilidades visuoespaciais= habilidades de ativação, retenção/manipulação de representações mentais e, portanto, estreitamente relacionadas com a memória operacional, o sistema cognitivo responsável pela retenção temporária e pelo processamento da informação durante a realização de atividades cognitivas complexas – como a leitura, por exemplo), são características que devemos levar em consideração ao diagnosticar a dislexia?

Os estudos de Vellutino (1997) nos dizem que não. Nestes estudos, muito progressivos quanto ao grau de complexidade dos estímulos destinados a separar os aspectos visuoperceptivos e fonológicos, Vellutino elaborou tarefas de reconhecimento de letras e palavras para disléxicos e leitores normais.

disléxicoEle pode constatar que quando devem “ler” algum material, os disléxicos sempre ficam em inferioridade, só que, na reprodução escrita, os desempenhos são análogos nos dois grupos.

Nas mesmas condições de apresentação, os disléxicos também realizaram, sem qualquer problema, reproduções de formas e, enquanto nas apresentações análogas de letras reversíveis (b – d, por exemplo), eles conseguem reproduzi-las na orientação correta, embora muitas vezes nomearam-nas incorretamente.

Assim, o déficit no reconhecimento das letras estaria relacionado apenas à sua codificação fonológica, mesmo no caso daqueles erros de inversão nos quais se destacava o caráter “visual”.

Essa modalidade de “percepção” visual dos disléxicos com relação a formas, palavras e letras, inclusive letras reversíveis , comprovada pela reprodução da escrita, questiona totalmente a hipótese de que a escrita espelhada seja uma das características da dislexia.

Portanto, demonstrou-se que o déficit dos disléxicos é de ordem verbal ou fonológica, deixando de lado a constatação de um déficit visuoespacial. Vellutino também observou que o déficit grafomotor apresentado por disléxicos é transitório, assim como em grupos de crianças mais jovens.


Fonte: FEV 12, 2016 POSTADO POR BRUNA ALVES

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