Você Sabia?  

As Funções Executivas
Publicado em: 03/07/2016

AS FUNÇÕES EXECUTIVAS E O CÉREBRO.


Assim como todos os nossos outros órgãos, nosso cérebro também cresce. Quando nascemos, ele pesa cerca de quatrocentos gramas, e já no final da adolescência, atinge o peso de aproximadamente 1.400 gramas. Uma série de mudanças contribui para esse crescimento considerável, por exemplo, são geradas células nervosas, chamadas de neurônios (confira na figura) e suas células de suporte (neuroglia), que são os “tijolos” do sistema nervoso central. Para que esses neurônios possam se comunicar, eles têm terminações, chamadas de axônios e dendritos, que permitem que a célula envie e receba informações de outras células.


Os axônios são extensões longas, que conseguem se comunicar com diferentes regiões cerebrais. Eles são revestidos por uma camada protetora de gordura, chamada mielina, que os isola e ajuda a aumentar a velocidade da transmissão entre os sinais nervosos. Portanto, a comunicação que ocorre entre os neurônios se torna mais rápida e eficiente devido a essa camada isolante. A mielinização começa nas fases iniciais do desenvolvimento e nos lobos frontais, ela continua até o inicio da fase adulta. O processo é uma das características chave do desenvolvimento do lobo frontal, e o curso de tempo desses processos relaciona-se ao curso do desenvolvimento das habilidades executivas.


Durante a primeira infância, há um aumento inicial no número de células neuronais e, particularmente, na quantidade de sinapses. Esses picos de aumento ocorrem antes dos 5 anos de idade e se relacionam a fases de aprendizagem rápida. Após esse período, ocorre uma leve diminuição das conexões, que permite que a criança consolide as novas habilidades adquiridas. Aos 11 ou 12 anos de idade, surge um novo período que se destaca pelo pico de desenvolvimento e aprendizagem rápida, seguido por recesso ao longo da adolescência.


Pesquisas têm demonstrado que o pico de crescimento no cérebro, próximo da adolescência, ocorre primariamente nos lobos frontais. Portanto, é como se o cérebro estivesse se preparando para o desenvolvimento das funções executivas, bem como para as demandas significativas que vão surgir sobre essas habilidades ao longo da adolescência. Alguns pesquisadores até sugerem que exista um processo de “use-o ou perca-o” na região frontal durante essa fase. As conexões que são usadas persistem, enquanto que as que não são exercitadas são perdidas.


Para garantir um bom desenvolvimento dessas habilidades, o treino se faz importante não apenas para a aprendizagem do automonitoramento, mas também para o desenvolvimento de estruturas cerebrais que vão dar suporte a essas habilidades mais tarde, na adolescência e na vida adulta. Durante esse período, pais e professores podem ter um papel central ao guiar a aprendizagem e o aprimoramento de habilidades executivas.


Portanto, existe um paralelo entre o desenvolvimento do cérebro e o desenvolvimento da habilidade de a criança agir, pensar e sentir. 


Fonte: ‎Eliana Ribeiro Dos Santos‎

Contato
sheilapsicopedagoga@hotmail.com
Copyright © - 2011 - Todos os direitos reservados - Desenvolvido por Daniela Barbosa
Facebook Twitter