Você Sabia?  

Linguagem e a Fonoaudiologia
Publicado em: 28/09/2011

A linguagem é uma capacidade adquirida pelo ser humano. Por meio dela, podemos ampliar noções de tempo, espaço e desenvolver a capacidade de raciocínio, sendo capaz de planejar suas situações e depois avaliá-las.
Começamos aprimorá-la dentro do ventre materno.....
Estudiosos relatam, que foram realizados experiências nas quais o bebê ao ouvir a voz da mãe e as músicas que eram tocadas durante a gestação, o recém – nascido sugava a chupeta com maior força.
De acordo com DEVINE (1993), aprendizagem do bebê inicia após seu nascimento, quando começa a explorar o ambiente.
O choro começa a ficar diferenciado para o estimulo que é exposto. A mão consegue identificar as causas (fome, dor e etc).
A nossa habilidade para compreender a fala e a linguagem depende das nossas experiências e vivências. A criança, que não passou por estas situações de linguagem, ao deixar de ouvir alguns sons da fala, pode desenvolver padrão semânticos inadequados.
Atuação fonoaudiológica na linguagem é ampla.
Podemos atuar linguagem oral, linguagem escrita e comunicação alternativa.
De acordo com Walter (2005) cabe ao fonoaudiólogo desenvolver condições comunicativas funcionais, respeitando as individualidades, condições motoras e capacidade cognitiva.
Partindo desta afirmação, o fonoaudiólogo deve dar condições às pessoas com dificuldades comunicativas severas e moderadas de expressarem seus sentimentos, desejos e manifestarem suas opiniões, dando-lhes condições reais de vivenciar o direito a cidadania.
No atendimento infantil, as queixas mais comuns são: distúrbio de linguagem, trocas de sons na fala, troca na escrita, distúrbios de leitura e distúrbio de fluência.
 

Distúrbio de linguagem: ao observamos uma criança com distúrbio de linguagem, notamos que ela não inicia diálogo, fala menos que crianças da mesma idade, possuem vocabulário funcional diminuído, quando se expressa utiliza somente frases curtas, comunicam-se através de gestos, quando desejam algo apontam para o objeto ao invés de pedir e podem apresentar também trocas de sons na fala.
 

Troca de sons na fala: quando a criança esta adquirindo e aprendendo a utilizar os sons da fala é comum ocorrerem algumas trocas fonêmicas, por exemplo: falar "pato" ao invés de "prato"; "torvete" ao invés de "sorvete" .Mas atenção, isto é normal apenas em crianças que ainda estão adquirindo os sons da fala, ou seja, há idades esperadas para a criança superar estas dificuldades com os sons da fala. É importante que a criança na fase de alfabetização esteja falando todos os sons da fala corretamente para não prejudicar a sua alfabetização e o seu convívio social com as outras crianças.
 

Distúrbio de leitura e escrita: a criança na fase de alfabetização pode ter dificuldade em perceber que cada som tem um correspondente gráfico que o representa (associação fonema-grafema), esta dificuldade quando mantida gera dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita. Pode apresentar dificuldade na elaboração e compreensão de frases e textos. Se o distúrbio de leitura e escrita não for sanado na infância poderá acompanhar este sujeito até a idade adulta, causando-lhe muitos transtornos ao ponto de estigmatizá-lo perante os colegas e familiares.


Liliane Leão da Silva 
Fonoaudióloga
CRFª 16.341
Consultório: Rua:Tasman,186 Jardim do Mar- São Bernardo do Campo
Tel: ( 011) 4330-0022 / 9747-3820
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